O Parque Güell deve seu nome a Eusebi Güell, um rico
empresário apaixonado pelas obras de Gaudí e que foi seu principal mecenas.
Embora a ideia principal fosse a construção de um conjunto
residencial de luxo, com o passar dos anos essa ideia foi abandonada e
em seu lugar foi construído um parque digno do cenário de um conto.
O parque foi inaugurado em 1922 e,
desde então, se tornou uma das principais atrações turísticas da
cidade. Em 1984, foi declarado Patrimônio da Humanidade
pela UNESCO.
O que tem de especial?
Com uma extensão de mais de 17 hectares, o Parque Güell
está coberto por formas onduladas, colunas com aspectos de
árvores, figuras de animais e formas geométricas. A maior parte das
superfícies estão decoradas com mosaicos feitos com pedaços de
cerâmica coloridos.
O arquiteto, inspirado nas formas da
natureza, fez do parque uma impressionante criação ornamental na qual
não existem nem a rigidez nem o classicismo. Todas as sinuosas e
coloridas formas dos elementos do parque possuem um importante
simbolismo, tanto político quanto religioso.
O artista aproveitou o desnível de 60 metros da montanha
para criar um caminho de elevação espiritual e, no alto, planejava construir
uma capela, que acabou sendo substituída pelo Monumento ao
Calvário, um promontório situado na parte mais alta do parque, que
oferece a melhor vista da cidade.
O ponto central do parque é uma grande praça na qual se
encontra um enorme banco de 110 metros de longitude, com aparência
de serpente coberta por pequenos pedaços de cerâmica.
No recinto do parque está a Casa Museu Gaudí, onde o
arquiteto morou entre 1906 e 1925, e onde é exposta atualmente uma
coleção de obras do arquiteto - sinceramente, não muito
interessante.
Junto à entrada principal do parque estão duas casinhas
que parecem saídas de um conto de fadas. Uma delas funciona como loja, enquanto
a outra, a Casa do Guarda, abriga exposições audiovisuais sobre o
passado do parque.
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